O próprio princípio de
economia foi falsificado sobre esse planeta há extremamente longo tempo,
falsificado por dois eventos essenciais.
Atribuiu-se um valor ao
dinheiro, um valor ao tempo, em relação ao dinheiro.
Todo sistema de troca, todo
sistema de progresso do ser humano, ou todo sistema que vive, aliás, que faz
intervir a noção de tempo, em relação ao dinheiro, é uma heresia, é um erro.
Obviamente, esse sistema foi
construído por forças que buscavam, e que buscam ainda, submeter toda a vida à
vontade delas e à visão delas.
Inúmeras pessoas, hoje,
dão-se conta de que essa economia é falsificada.
Obviamente, para nada serve
querer encontrar novos modos de funcionamento e modelos econômicos, quaisquer
que sejam, enquanto esses dois parâmetros de valor do dinheiro e de tempo do
dinheiro não forem suprimidos, totalmente, de seu modo de funcionamento.
Os fluxos gerados atualmente
são fluxos sem suporte, esses fluxos dirigem-se a um único sentido, que é a
apropriação de todo o planeta.
E ninguém, nenhum ser humano
é talhado para lutar contra essa aspiração das forças adversas.
Embora tivéssemos e embora
vocês tivessem apresentado a finalidade de tal sistema que é o nada, a
aniquilação, embora fosse mostrada, demonstrada a realidade desse fim, isso
nada mudaria para aqueles que não querem ver mais longe do que seus objetivos
egoístas.
Em relação ao que foi pedido
propor ao meio econômico, e eu acrescentaria, também, para um tempo futuro,
social: é fazer tomar consciência da futilidade do tempo e do valor atribuído
ao dinheiro.
O tempo do dinheiro é um
modo de falar que atribui ao tempo um valor, mas eu quero dizer, com isso, a
noção de usura, a noção de juros, a noção de tempo que corre, de tempo que
acumula, a noção de tempo que faz fracassar e desmoronar países inteiros.
O dinheiro não tem tempo, o
dinheiro não tem valor.
Há leis, no sentido
matemático do termo, modelos a levar a efeito, que são diretamente oriundos da
compreensão de dimensões superiores à dimensão na qual vocês se encontram.
Fazer aceder alguns seres
humanos, no mundo econômico, à quinta dimensão e à décima primeira dimensão
permitirá formular, inteligentemente, essas leis para esses indivíduos.
É o único modo conforme,
lógico e amoroso de corrigir os desequilíbrios do tempo do dinheiro e do valor
do dinheiro, de substituí-los pelas noções de justiça e de precisão em relação
ao valor, em relação ao tempo.
Em caso algum o tempo pode
ter valor em relação ao dinheiro, bem ao contrário.
O tempo não deveria
enriquecer o dinheiro, mas diminuir o dinheiro.
Nessas circunstâncias,
qualquer dinheiro que estivesse imóvel não veria seu valor aumentar, mas seu
valor diminuir.
Não haveria, portanto, mais
juros aportados, haveria, portanto, juros desfalcados e há uma lei a encontrar
aí.
De meus planos de vidas eu
não posso formulá-la em sua terceira dimensão, mas, obviamente, ela existe e
ela deve ser implementada.
Basta, de algum modo,
substituir um mais por um menos e um menos por um mais.
O que eu digo não me aparece
nem complicado nem difícil a implementar.
A partir do momento em que
algumas consciências acederem a essas dimensões superiores, ser-lhes-á muito
fácil e muito simples compreender isso e colocá-lo na equação.
O acesso a outro modo de
funcionamento permite compreender o que há do outro lado do véu: que atribuir
um valor e um tempo ao dinheiro é contrário ao tempo que passa e ao valor do
tempo.
Não se pode enriquecer com o
tempo que passa.
Pode-se enriquecer apenas
com o tempo que passou.
O mesmo modelo de
funcionamento está presente na Terra, com seus valores passados, com suas
emoções e com sua visão do futuro.
A Terra é um cérebro que tem
sua própria visão de seu próprio futuro e, aparentemente, ele ainda não está em
acordo com o seu, como ser humano, eu falo.
Correlacionem o que já foi
feito ao nível da consciência e da esfera psicológica do ser humano ao
funcionamento do planeta, mas, também, ao funcionamento do dinheiro, e vocês
terão, aí, uma chave essencial.
Será que isso foi
suficientemente claro?
O modelo econômico deve ser
baseado num modelo tri-unitário, assim como tudo que está vivo é um modelo
tri-unitário.
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Versão
do francês: Célia G.
Via: http://leiturasdaluz.blogspot.com


