Pergunta: por que foi apresentado a Jesus, na
cruz, uma esponja embebida em vinagre?
Isso
tem um significado extremamente preciso, mas para que serve saber isso?
Será
que é isso que faz nascer o Êxtase?
Ou
será que, antes, isso dá origem a ideias no mental e isso nutre o mental?
Eu
não estou aí para nutrir o mental.
O
mais importante: há urgência para ser o que vocês São.
Mas
não para saber por que havia uma esponja embebida em vinagre.
Vocês
estavam ali?
Portanto,
vocês leram.
Não
acreditem em nada do que vocês leem.
Não
acreditem em nada do que lhes disseram.
Vivam.
É
simples.
É
como se houvesse, na sala, um pássaro que vem cantar no seu ombro (e o rouxinol, ele
está aí, ele canta) e vocês me perguntassem por que o rouxinol tem tal
pena em tal lugar.
Será
que vocês compreendem?
Eu
me dirijo a todo mundo
Isso
quer dizer o quê?
É
como se vocês me perguntassem: “a Onda da Vida, o que será que isso vai provocar no
futuro?”. “Será que isso vai ocorrer no solstício de verão?”.
Mas
se eu lhes disser isso, vocês não vão viver o instante.
Obviamente
que há explicações que foram necessárias.
Obviamente
que nós lhes falamos das Estrelas, das Vibrações, das Cruzes.
Tudo
isso foi necessário.
Por
quê?
Para
que a sua consciência saísse do seu pequeno umbigo e que vocês compreendessem
que a Luz era Inteligência.
Porque
era preciso vivê-lo.
Do
mesmo modo, hoje, nós poderíamos fazer discursos intermináveis, por exemplo,
sobre os circuitos da Alquimia taoísta ou do Tantrismo ou do Vajrayana ou, que eu
saiba ainda, de alguns conceitos do Sufismo.
Mas
qual é o interesse?
Vocês
têm de viver o que vocês São e não projetar em relação a um passado, a uma
angústia e, ainda menos, no amanhã.
Vocês
irão constatar por vocês mesmos que, se vocês estiverem no amanhã, a Onda
da Vida vai refluir.
Eu
bem disse refluir (retroceder).
Ela
não pode extinguir-se quando ela nasceu.
Vocês
constatam, e vocês irão constatar, que, se vocês estiverem preocupados com o
ontem, qualquer que seja este ontem, o seu, próprio, pessoal ou a esponja de CRISTO
com o vinagre, é a mesma coisa: a Onda da Vida vai refluir.
O
que vocês querem?
Vocês
querem ser a Vida?
Ou
vocês querem ser outra coisa?
Isso
é, no entanto, muito simples.
É
sempre o mental que vai levá-los, sempre, a afastar-se do que vocês vivem.
A
um dado momento, é claro, nós nos servimos do mental para criar, não uma
egrégora, mas criar uma estrutura Vibratória real.
Esta
estrutura Vibratória, impulsionada pelos Arcanjos, e que vocês criaram, é
essa Embarcação
de Luz interdimensional.
Porque
a sua consciência, para milhões de seres humanos, tinha um objetivo em comum: a
Luz.
Hoje,
a Luz respondeu.
A
Luz fecundou a Terra, ela fecundou vocês.
Vão
ao final da gestação.
Não
coloquem a questão: “quando?”.
É
como se um bebê que estivesse no ventre da mãe, dissesse: “vamos ver, eu tenho quatro dedos, quando é
que vai aparecer a unha de tal dedo?”.
Vocês
não acham um pouco ridículo?
Sejam
espontâneos.
Liberem-se.
Pergunta: qual é o papel do mental e como parar
o mental ou controlá-lo?
Então,
isso, é uma questão corrente.
Porque
vocês constatam, vocês mesmos, que há ainda um mental.
O
mental é aquele que quer saber, é aquele que quer compreender, é aquele que
quer observar, é aquele que quer analisar, é aquele que está submisso ao
julgamento, é aquele que os submete ao julgamento, é aquele que toma suas
referências no passado e que os leva a projetar-se no futuro, em função,
justamente, desse passado.
O
mental é ação/reação.
O
mental, ele é o que os impede, literal e concretamente, de viver a Verdade.
O
mental jamais será a Verdade.
Portanto,
hoje, mais do que nunca, é preciso matar o mental.
Mas
quando eu digo matar o mental, lembrem-se, se vocês quiserem matá-lo, ele vai
se fortalecer.
O
que é preciso ali fazer?
É
muito simples: vocês não são esse mental.
Portanto,
não há qualquer razão senão o que é vocês, obedecendo ao seu mental.
Eu
não digo para guiar um automóvel: aí o mental é necessário.
Nunca
a Onda
da Vida poderá guiar um automóvel no seu lugar, não é?
Aliás,
vocês têm, alguns, dificuldade para guiar.
Por
outro lado, para a Onda da Vida, é preciso que nada ocupe a cabeça, nem a
observação, nem a explicação.
Depois
eu posso dizer: vivam o que vocês têm a viver.
Depois,
se vocês quiserem atuar com o seu mental e observar, a posteriori, o que
aconteceu, façam-no, isso vai entretê-los por cinco minutos, mas não é a
finalidade.
Portanto,
é claro, vocês não podem matar o mental.
Enquanto
vocês tiverem um corpo, o mental, ele está aí.
Mas
a questão é saber quem é o mestre a bordo.
O
mental ou vocês?
Ou
seja, enquanto vocês acreditarem que vocês são o mental, vocês não veem que é o
mental.
Mas vocês não são o mental, vocês não são este
aspecto reflexivo que pensa sem parar em definir o instante em relação a um
passado, que tem necessidade de acreditar no que quer que seja.
Aliás,
desde que vocês acreditem no que quer que seja, vocês jamais são Livres.
Há
senão a experiência que torna Livre.
Nenhuma
crença pode torná-los Livre.
Nenhum
conhecimento pode torná-los Livre.
Há
senão a experiência que os torna Livre.
Isso
é vocês que o fazem.
E
a experiência, ela foi feita para ser vivenciada.
Ela
não foi feita para ser sistematizada.
Principalmente
em relação à Onda da Graça.
Portanto,
vocês não podem de todo imaginar para fazer calar o mental: vão
observar a natureza, encostem-se a uma árvore, vão caminhar no orvalho da
manhã, tirem um cochilo.
A
melhor maneira de não ter mais um mental é dormir e isso é o mais eficaz.
O
que explica, por sinal, que muitos de vocês adormecem.
Então,
eles ficam frustrados quando o mental se exprime.
Eles
se dizem: “mas
eu perdi alguma coisa”.
Eles
pensam ter perdido alguma coisa.
Mas
lembrem-se, se vocês dormem enquanto eu falo, se vocês adormecem durante os
Alinhamentos, se vocês adormecem durante o Manto Azul da Graça, vocês são
abençoados.
Porque
o seu mental não pode intervir quando vocês dormem, não é?
Portanto,
durmam.
Não
agora, hein, façam as perguntas para mim, sem isso eu vou ficar chateado.
Pergunta: é o mesmo para o emocional?
Sim.
A
emoção está inscrita na ação/reação.
Muitas
pessoas confundem o Amor e a emoção.
O
Amor
não é uma emoção e ainda menos um sentimento.
O
que nós chamamos de amor, quando nós estamos encarnados, nada tem a ver com o Amor.
É
uma imitação do Amor.
É
uma maquiagem do Amor.
E
nós chamamos isso de Amor.
O
Amor
é Vibração,
percepção Vibratória no Coração, em meio ao Si.
E
depois o Amor indizível para todos, quando vocês vivem o Êxtase,
porque é a natureza do que nós somos.
A
emoção nada tem a ver com o Amor, mesmo que vocês tenham a
impressão de que uma emoção os aproxima de alguma de coisa, por exemplo,
escutando uma música, por exemplo, encontrando um ser amado, ou comprando um
automóvel, para alguns.
Mas
tudo isso é da ilusão.
Tudo
isso não é senão uma imitação do Amor.
Toda
confusão vem daí e muitas pessoas vivem estados emocionais.
É
preciso não confundir o estremecimento da Onda da Vida com uma emoção.
Isso
pode ali parecer, em alguns aspectos, mas a diferença é significativa: uma
emoção, ela desaparece e ela tem necessidade de ser reproduzida sem parar.
Se
vocês gostam dos quadros, é preciso olhar os quadros para sentir uma emoção.
Se
vocês gostam da natureza, se vocês gostam de ir para a montanha e isso lhes
parece ser uma emoção que os transporta, vocês gostarão de reproduzir o fato de
ir para a montanha.
Se
vocês amam alguém e se vocês são jovens, vocês terão necessidade de reproduzir
o ato sexual para encontrar esta Unidade.
Mas
o Amor
nada tem a ver com tudo isso.
Vocês
não tem necessidade de fazer o que quer que seja, já que vocês são o Amor.
Essa
é toda a diferença.
A
emoção jamais será do Amor.
Mesmo
se alguns seres, e em algumas formas de espiritualidade, insistem no fato de
viver as emoções.
Mas
nenhuma emoção irá conduzi-los ao Amor.
Isso
é uma armadilha.
O
mental é um substituto e a emoção é uma armadilha, porque isso os afasta da Onda
da Vida.
Se
nós empregamos esta palavra, Êxtase ou Íntase, e não Samadhi,
é que há algo que é vasto, algo que os ultrapassa e algo que nasce, independentemente
da ação/reação, como é o caso para uma
emoção.
Jamais
a emoção leva-os a viver a Vida, ela lhes dá a impressão de
vivê-la.
Agora,
vocês não podem, tampouco, romper suas emoções, porque, aí também, como o
mental, se vocês ali se opuserem, vocês irão fortalecê-las.
É
preciso não confundir o prazer, o desejo, com o Êxtase.
O
desejo e o prazer dependem de um objeto para amar, para consumir, qualquer que
seja (um cigarro, por exemplo).
Mas
o desejo e o prazer nada têm a ver com o Êxtase.
Porque
o Êxtase
não é uma consequência do que quer que seja: é a sua natureza.
Pergunta: a Onda da Vida ajuda a apagar as
memórias e os traumas?
Mas
ela não tem necessidade de apagá-los.
Se
você é a Onda da Vida, você não tem mais memórias.
Você
não tem o que fazer das suas memórias.
Então,
é claro, durante certo tempo, no Despertar do Si, nas Coras Radiantes, nós lhes dissemos
que era preciso trabalhar, por exemplo, nos apegos, nos engramas que estavam
aí.
Depois,
foi-lhes dito para deixar trabalhar a Luz.
Para
a Onda
da Vida, isso é até mesmo não deixar trabalhar a Luz.
Vocês
São
a Onda da Vida ou vocês são as suas memórias.
A
Onda
da Vida não tem qualquer memória.
Ela
é espontânea.
Portanto,
crer e propor como você disse: “eu tenho cristalizações, eu vivenciei tais sofrimentos”, isso quer dizer o quê?
Que
você ainda está identificado a si
mesmo, aos seus pequenos sofrimentos, às suas pequenas alegrias, às suas
pequenas dores, à sua vivência, às suas vidas passadas, porque você ainda crê
nisso, porque você crê que isso tem um efeito e que isso é o que você é.
Mas
você nada tem de tudo isso.
É
preciso parar de acreditar em bobagens.
É
preciso não mais acreditar em nada.
É-lhes
preciso tudo eliminar.
Mas
eliminar, não da sua vida: é preciso eliminar vocês mesmos.
É
preciso parar de identificar o seu mental e as suas emoções à vida.
A
Vida, não é as emoções, não é o mental, não é este corpo, mas vem transformar o
corpo, o mental e as emoções.
E
só aquele que vive o Êxtase realizou a Grande
Obra, porque é um Liberado.
E
não somente Realizado ou Desperto.
Porque
aquele que está Realizado e Desperto, ele está ao nível do que denominamos o Atman,
ou seja, a Unidade, o Si.
Mas
ele está ainda em uma etapa intermediária, ele contempla sua própria Luz.
E
indo mais longe, o próprio princípio da falsificação veio daí.
O
Eixo ATRAÇÃO/VISÃO, o mito de Prometeu, a energia dita Luciferiana, que era o confinamento da
Luz, que pensava que se confinando na Luz, isso ia se tornar mais belo.
Mas
isso não é possível.
O
que pode ser mais belo que a Onda da Vida?
O
que pode ser mais belo que o que todos nós somos?
Pergunta: então, o que faz ressurgir as
memórias que estavam completamente esquecidas?
O
seu próprio posicionamento no passado, a sua adesão à sua própria ilusão, nada
mais.
Se
você der peso, der consistência, ao que ressurge, isso quer dizer o que, em
última análise?
Isso
quer dizer que você está totalmente identificado ao que lhe é dado a ver e que
você se identifica com isso.
Portanto,
você lhe dá ainda mais consistência, mais presença, mais peso.
Como
você quer ser Liberado do que você próprio acredita?
Toda
memória, toda energia, é um ato de projeção que o faz sair de você mesmo.
Por
isso que lhes dissemos: “permaneçam tranquilos, fiquem em Paz, nada façam,
durmam”.
Mas
parem de se acreditar prontos porque vocês têm memórias de vidas passadas que
ressurgem ou porque vocês vivem energias.
Vocês
não chegaram a parte alguma.
Vocês
prepararam alguma coisa.
Vocês
não pararam no caminho.
Principalmente
porque não há caminho.
Pergunta: poderia explicar a palavra
transcender?
Transcender, o que isso quer dizer?
Vocês
são uma forma, não é, na qual vocês acreditam: este corpo, com seus dedos, seus
olhos, seus cabelos.
Este
corpo transforma-se dia a dia.
Ele
se transforma na medida em que ele cresce: na adolescência, na idade adulta, e ele
decresce, com modificações bem reais.
Entretanto,
jamais viria à mente, quando vocês se olham no espelho, dizer-se que vocês não
são vocês mesmos, mesmo se este corpo muda dia a dia.
Um
dia, vocês estão com os cabelos escuros e depois, mais tarde, vocês verão os
cabelos brancos.
Mas,
fundamentalmente, vocês se reconhecem, não é?
Vocês
deixam a barba, vocês mudam o estilo da roupa e, no entanto, vocês conservam a
noção de uma identidade, apesar da mudança de forma.
Em
seguida, nós lhes falamos das transformações ligadas à Luz: o Despertar
do Si,
a ativação das Coroas, o seu trabalho,
principal, de Ancorador e de Semeador de Luz.
Tudo
isso é da transformação: é passar de uma forma a outra forma com, no
entanto, uma continuidade.
Há
um antes e um depois.
Não
é a mesma forma, mesmo se a forma permanece, aparentemente, estritamente a
mesma.
O
que vocês são, jamais é o mesmo.
Há
o conhecido e o Desconhecido.
Há
o limitado e o Ilimitado.
Há
a Margem
em que vocês estão e a outra Margem.
Enquanto
vocês permanecerem na mesma Margem,
quaisquer que forem as descrições que lhes dermos do outro lado, vocês não
estão do outro lado.
E
entre uma Margem e outra, não há continuidade: não há ponte possível entre o que
é desconhecido e o que é conhecido.
No
outro sentido, isso é possível.
Mas
para saber que há um outro sentido, vocês devem estar do outro lado.
A
transcendência é a transformação, digamos, radical, que está além da
transformação, além de toda forma.
A
transcendência é a superação, real, da forma, das memórias, de tudo o que fazia
a vida, até agora, para vocês.
Isso
é a transcendência.
E
vocês não podem viver a transcendência enquanto permanecerem no conhecido.
Durante
o mês de abril, vocês terão um novo interveniente que vai dar-lhes cotoveladas
atrás da cabeça e nas nádegas, extremamente precisas, extremamente lógicas,
porque elas terão uma ressonância extremamente justa ao nível do que nós
chamamos de estrutura Vibratória do ser humano.
Não
para elucidar a estrutura Vibratória ou a estrutura
energética, isso, é conhecido desde muito tempo.
Mas,
justamente, para permitir passar da transformação, mesmo a mais importante, à
transcendência.
Isso
é concomitante à Onda da Vida que se propaga de maneira muito mais sensível,
digamos.
Portanto,
a transcendência não é simplesmente uma mudança de forma.
É
a manutenção da forma, mas que não é mais concebida como forma.
Vocês
estão totalmente deslocalizados, totalmente dissolvidos no Absoluto, enquanto
mantendo uma forma.
Mas
isso, o limitado, o que tem uma forma, jamais vai admitir.
O
seu ego vai dizer-lhes: “isso é impossível; eu estou inscrito em um corpo, em uma
memória, portanto, é impossível que eu seja Tudo”.
Mas,
obviamente, o ego vai ali dizer-lhes isso o tempo todo e vocês, vocês ali
acreditam, é claro.
Vocês
acreditam mais facilmente nos seus limites, na sua história, nas suas memórias,
do que no Absoluto.
Mas,
é óbvio, jamais vocês podem acreditar no Absoluto, jamais.
É
impossível para o ego.
Vocês
não podem senão Sê-lo e Vivê-lo.
Jamais
o Absoluto
pode ser uma crença.
Jamais
o Absoluto
pode ser um conceito.
Jamais
o Absoluto
pode ser uma Vibração.
O
Absoluto é o Êxtase.
Pergunta: podemos viver tudo isso sem a ajuda
exterior de um Mestre ou de vocês, por exemplo?
Vocês
não têm necessidade de ninguém.
O
que era verdadeiro antes de 1984 não é mais verdadeiro hoje.
Porque,
efetivamente, era mais fácil viver, aceder a esta transcendência, digamos, na
atmosfera de um Mestre, de um verdadeiro Mestre, ou do Satguru, como dizem
nossos amigos orientais.
Mas
terminou esse tempo.
Vocês
são o seu próprio Mestre.
Aliás,
não há Mestre, isso nada quer dizer.
Quando
vocês estão na Vida, vocês nada têm a Controlar.
Que
ideia é essa de querer chegar à Mestria?
Mas,
quem quer chegar à Mestria?
Isso
é a personalidade.
Vocês
são perfeitos, desde toda Eternidade.
Como
haveria uma perfeição a adquirir?
Vocês
devem mudar de posicionamento, isso é tudo.
Portanto,
vocês não precisam de ninguém.
Não
sigam ninguém.
Não
acreditem em ninguém.
Escutem
os testemunhos porque há uma ressonância que pode ocorrer.
Mas
não busquem outra coisa senão Ser o que vocês São, esta Onda
da Vida.
Vocês
não têm necessidade de Mestre algum.
Vocês
sequer têm necessidade de vocês mesmos, sobretudo.
Quando
vocês chegarem a esta Simplicidade, a Onda da Vida, ela
estará aí.
Enquanto
vocês acreditarem que vocês são uma história, enquanto vocês acreditarem que
vocês são uma pessoa, enquanto vocês acreditarem que vocês têm uma memória,
enquanto vocês acreditarem que vocês têm algo a controlar, enquanto vocês
acreditarem que vocês têm que se manter de tal modo ou fazer tal coisa, a Onda
da Vida não estará aí.
Pergunta: como vai, então, se transformar o
cotidiano?
Você
se coloca a questão de como vai ser amanhã.
Portanto,
se você se coloca a questão de como vai ser amanhã, como você quer viver a Onda
da Vida?
Você
vive a Onda da Vida?
A
resposta, evidentemente, é não.
Aquele
que vive a Onda da Vida está instalado no Êxtase.
Não
há qualquer razão de se colocar a menor questão.
Porque
amanhã será também o Êxtase.
E
que a Graça é a Graça.
Que
não há qualquer preocupação a ter.
Busquem
o Reino
dos Céus.
Vivam
o Reino
dos Céus e todo o resto ser-lhes-á dado em abundância.
E,
aliás, vocês se colocam a questão, porque o Êxtase é o Êxtase.
Vejam
todos os testemunhos que lhes deram as Estrelas: enquanto existir a questão do
amanhã, vocês não estão presentes a vocês mesmos.
Aqueles
que vivenciaram, e têm aqui, a Onda da Vida, nem que tenha sido uma
única vez, sabem muito bem o que isso quer dizer.
Mas
aquele que freia os dois pés, jamais poderá saber o que isso quer dizer.
Vocês
não podem apreender, ter uma visão do Desconhecido, a partir do conhecido,
isso é impossível.
Nós
não estamos no Despertar, nós não estamos na autossatisfação do Si ou na Realização do Si.
Agora,
ainda uma vez, se vocês não o vivem, o que eu posso dizer-lhes?
Ou
vocês são capazes de silenciar o mental, sem matá-lo, transcendendo, ou vocês
estão instalados no Si.
Então,
permaneçam instalados no Si.
No
Si, há a Alegria.
Mas
vocês notem, em todo caso, todos aqui, como em outros lugares, que basta
evocarmos a palavra Absoluto para o ego se revirar no seu túmulo.
Obviamente,
para ele, isso é impensável, isso é inadmissível.
“Como. Vocês se dão
conta. Todo o trabalho que eu fiz. Eu ativei minhas Coroas, eu fiz as
meditações, eu fiz os exercícios, eu fiz as etapas, eu meditei e agora me dizem
o quê? Que eu devo deixar tudo isso que eu duramente conquistei. Isso é uma
piada.”
Não,
a piada, ela era antes.
Agora,
isso é muito sério.
Outros
amigos orientais diriam: “isso é um espetáculo”.
Outros
diriam que isso é um circo, ou uma fraude, no pior.
Mas
isso não é importante.
Porque,
se vocês são a Onda da Vida, vocês não se colocam a questão de saber se isso é um
espetáculo, se isso é um circo, se isso é uma fraude.
Vocês
o colocam no seu contexto, ou seja, em algo que era conhecido e que era
limitado ou efêmero.
Pergunta: quando tudo é simples e fluido, é uma
sincronia ou a Onda da Graça?
É
a Inteligência
da Luz, é a Fluidez da Unidade, as sincronias, chamem isso como vocês
quiserem.
É
uma primeira fase de entrada na Ação da Graça.
Mas
isso não significa, no entanto, que vocês vivam o Êxtase.
Mas
o Êxtase,
o estado entusiástico, vai reforçar isso, é claro.
Tudo
irá se tornar evidente, ainda mais.
Pergunta: quando vivemos momentos de êxtase nas
práticas, como o yoga, por exemplo, podemos atingir o êxtase permanente?
Não.
Do
mesmo modo que vocês podem viver um estremecimento de Êxtase através, por
exemplo, da sexualidade, vocês podem muito bem chegar, através de alguns yogas,
a viver momentos ditos de Êxtase.
Vocês
também têm técnicas mais modernas que se fundamentam na respiração, como o que
foi redescoberto, como o “rebirth”, que pode dar-lhes a viver uma
sensação de Êxtase.
Mas
qual é a diferença?
Quando
vocês têm uma relação sexual, vocês têm um gozo e mesmo um Êxtase.
O
problema é que isso desaparece assim que não tenha mais a relação sexual,
depois de um certo tempo ainda.
A
diferença, ela é fundamental: num caso vocês buscam criar alguma coisa e
existem meios para criar isso a título de experiência.
Mas
a experiência de que falo, ao nível da Onda da Vida, ela é Êxtase
de geração espontânea.
Nada
há a buscar e isso é profundamente diferente, porque este Êxtase, aquele da Onda
da Vida, ele é permanente e irreversível, mesmo se, no início, ele dá a
impressão de dar fluxos e refluxos, coisa que é impossível com os exercícios.
Aliás,
isso foi dito.
Na
maioria das vezes, este Absoluto nasce quando há um
acontecimento importante na vida, especialmente em um jovem, que é o sentimento
da perda, o sentimento do seu próprio desaparecimento, ou seja, o nada.
Eles
estão frente a um precipício: não há mais nada, há o vazio.
Isso
é totalmente o contrário de uma prática.
Vocês
não podem fazer um yoga, vocês não podem ter uma relação sexual que digam a
vocês que isso é vazio, já que vocês buscam o pleno.
Vocês
veem a diferença.
Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.
Bem, eu lhes transmito todas as minhas
bênçãos.
Eu
lhes digo bom Deleite no Êxtase.
Até
muito em breve e fiquem no riso permanente.
Vocês
nada mais são do que isso.
Fiquem
no riso e vocês irão viver o que vocês São.
Todo
o meu Amor está em vocês e, certamente, até breve.
Fiquem
bem.
http://portaldosanjos.ning.com/profiles/blogs/omraam-aivanhov-1a-parte-31-de-marco-de-2012-autresdimensions
Mensagem do Venerável OMRAAM (Aïvanhov) no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1400
31 de março de 2012
(Publicado em 1º de abril de 2012)
Postado por Zulma Peixinho em 4 abril 2012
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

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